Continuando com o diálogo e o aprendizado com aquele mestre da luz, aproveitei daquele momento único e perguntei.

O senhor comentou que “As sete emanações divinas, além de serem a seiva que sustenta e dá vida ao universo, também são os sete caminhos da evolução espiritual.

E que estas sete emanações ou vibrações divinas, são a origem das sete hierarquias espirituais e a base de sustentação dos sete reinos sagrados.”

Poderia comentar mais um pouco como é que estas sete vibrações divinas atuam na matéria?

Sim, com toda certeza.

Nossa linguagem é simples, como deve ser todo aprendizado básico, de nada adiantaria pensamentos profundos e exemplos impossíveis de serem constatados pela mente humana que busca o conhecimento superior.

Este o motivo de escolhermos a gênese planetária para exemplificar a manifestação das sete emanações do criador.

Eu estava atento e concentrado em cada palavra.

Ele continuou.

Você já sabe que sete são as vibrações básicas, as forças divinas ou primordiais.

A ciência de sua época já sabe e afirma que tudo o que se manifesta no universo é vibração.

Cada átomo, formado por nêutrons, prótons e elétrons possui uma estrutura atômica que conforme seu grau de organização e de vibração, forma os elementos da natureza com suas qualidades e características.

As sete vibrações primordiais são:

No Reino do Fogo, a vibração ígnea.

No Reino da terra, a vibração telúrica.

No Reino do Ar, a vibração eólica.

No Reino da Água, a vibração hídrica.

No Reino das Matas, a vibração vegetal e a vibração animal.

No Reino dos Homens, a vibração hominal.

No Reino das Almas, a vibração espiritual.

Ele parou, me olhou e continuou:

Naturalmente que a vida como conhecemos é a fusão, a combinação destas vibrações primordiais.

Novamente me olhou atentamente e voltou a falar:

Lembre-se que o átomo mais simples é o de hidrogênio, formado por um nêutron, um próton e um elétron e que constitui mais de setenta e cinco por cento da massa estelar do universo.
Noventa por cento da energia produzida pelas estrelas provem da fusão do hidrogênio.

A partir da combinação, organização e estruturação de novos conjuntos  de partículas outros átomos foram se formando e novas combinações atômicas geraram os elementos químicos conhecidos e que por sua vez formaram a natureza como a conhecemos.

Pelo menos, esta é a visão da ciência tradicional de sua época.

Eu acompanhava, atentamente, era impossível desviar o pensamento para outros assuntos, ele possuía um poder de persuasão intenso e magnético.

Infelizmente a ciência tradicional ainda não possui as ferramentas espirituais necessárias para vasculhar a imensidão do mundo espiritual, que para ela simplesmente não existe.

Uma ciência completa deve considerar a existência da dimensão espiritual e que você conhece por Orum.

É no Orum, na dimensão espiritual que se encontra a contraparte da matéria e que é responsável por todas as suas características.

Entenda, que tudo aquilo que existe na dimensão física, que vocês humanos conhecem e utilizam, possui uma contraparte espiritual chamada de extrafísica por alguns estudiosos.

Nesta dimensão extrafísica encontramos os campos organizacionais da matéria, chamados de campos estruturais ou de campos estruturadores da matéria.

Neste momento me veio a mente uma lembrança sobre os Campos Morfogênicos apresentados pelo biólogo  Rupert Sheldrake.

Lembrei-me de um livro que tinha lido há algum tempo onde Sheldrake propõe a ideia dos campos morfogenéticos, os quais ajudam a compreender como os organismos adotam as suas formas e comportamentos característicos.
Morfo vem da palavra grega morphe que significa forma; genética vem de gêneses que significa origem. Os campos morfogenéticos são campos de forma, campos padrões, estruturas de ordem. Estes campos organizam não só os campos de organismos vivos, mas também de cristais e moléculas. Cada tipo de molécula, cada proteína, por exemplo, tem o seu próprio campo mórfico – hemoglobina, insulina, etc. De um mesmo modo cada tipo de cristal, cada tipo de organismo, cada tipo de instinto ou padrão de comportamento tem seu campo mórfico. Estes campos são os que ordenam a natureza. Há muitos tipos de campos porque há muitos tipos de coisas e padrões dentro da natureza.

Sem que eu manifestasse meu pensamento, ele continuou:

Sim, o campo morfogenético é o campo estrutural.

A única diferença conceitual é que por enquanto, os físicos, biólogos e estudiosos materialistas não conhecem ou não aceitam a existência do campo morfogenético como uma estrutura extrafísica, espiritual.

Os estudiosos terrestres ainda não sabem, como estes campos se mantém.

Como foram criados e como atuam na organização da matéria.

São nos campos estruturadores da matéria, que as sete vibrações atuam e exercem sua força vibracional, mantendo as estruturas conforme a vontade divina.

Todas as estruturas materiais existem devido aos campos estruturais.
Os campos estruturais foram plasmados pela vontade divina.
E são mantidos pelas sete vibrações primordiais e que são conhecidas por você como Orixás Primordiais.

São Vicente, 21/10/2017

Manoel Lopes

Obs.: Para melhor compreensão do texto recomendamos a leitura dos textos:

Os Sete Dias da Criação 

O Maestro e sua Sinfonia

http://www.blog.mataverde.org/wp-content/uploads/2017/10/campo_morfogenetico.jpghttp://www.blog.mataverde.org/wp-content/uploads/2017/10/campo_morfogenetico-300x300.jpgManoel LopesDoutrinaEstudoscampo estrutural,campo morfogenteico,orixás primordiais,orum,umbanda
Continuando com o diálogo e o aprendizado com aquele mestre da luz, aproveitei daquele momento único e perguntei. O senhor comentou que “As sete emanações divinas, além de serem a seiva que sustenta e dá vida ao universo, também são os sete caminhos da evolução espiritual. E que estas sete emanações...