Recomendações de Paracelso

Estamos acabando mais um curso presencial no Núcleo Mata Verde.

Desta vez fizemos um estudo aprofundado da origem do conhecimento sobre os elementais, e como não poderia deixar de ser, fizemos uma atualização na visão umbandista  deste mundo desconhecido dos elementais.

Este curso recebeu a designação de “Os Elementais e os Sete Reinos Sagrados – uma visão umbandista”.

Foi um curso de cinco semanas, onde buscamos todas as possíveis fontes de conhecimento sobre os elementais e deixando de lado aquela aura encantada, infantil, inocente e mergulhamos profundamente nos mistérios da origem do espírito humano.

Nesta busca não poderíamos deixar de conhecer o que pensavam os Romanos, os Gregos, os Egípcios; impossível não buscar o conhecimento de Paracelso, da Teosofia e do Espiritismo.

Foi uma experiência maravilhosa trazer todo este conhecimento milenar para nossos dias e verificar, quase que com precisão científica, como a doutrina umbandista dos Sete Reinos Sagrados nos oferece uma base segura para vasculharmos este mundo desconhecido que é o mundo espiritual, o extrafísico o Orum.

Conceitos antigos foram esclarecidos durante o curso e novos conhecimentos foram somados a bagagem espiritual de todos os presentes.

A espiritualidade que mantém a Égregora do Núcleo Mata Verde, sempre presente nos indicando o caminho a seguir; o resultado não poderia ter sido outro.

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Em breve estaremos preparando o curso EAD para aqueles que residem distantes e não puderam participar do curso presencial.As aulas estarão disponíveis no portal de ensino do Núcleo Mata Verde em www.ead.mataverde.org

Mas, hoje quero deixar registrado neste espaço um texto que encontrei durante minhas pesquisas.

Procurando material e pesquisando sobre o assunto do curso encontrei um texto de Paracelso e que gostaria de compartilhar com todos vocês.

Paracelso era médico e alquimista suíço-alemão (1493-1541), precursor da farmacologia moderna.

Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, ou Paracelso, que significa “superior a Celso” (referência a Aulo Cornélio Celso, famoso médico romano do século I), nasce em Einsiedein, perto de Zurique. Filho de médico, estuda medicina na Universidade da Basiléia e em Wurzburg, também em Zurique, onde é aluno de Johan Trithemius, alquimista e astrólogo importante da época.

Em 1526 torna-se professor da Universidade da Basiléia, mas é afastado do cargo por divergir das concepções médicas de seus contemporâneos.

Em sua opinião, a medicina e a farmácia devem basear-se em leis físicas e químicas.

É perseguido por muitos anos antes de obter a proteção do arcebispo Ernst, de Salzburgo, na Áustria, em 1541. Vive ali até morrer.

A obra Paramirum (1530-1531), na qual destaca a importância da observação clínica do paciente, é considerada um de seus principais trabalhos.

A ele também é creditado a criação do nome do elemento zinco, chamando-o de zincum.

Para Paracelso, da mesma maneira que a natureza visível é habitada por um número infinito de seres, a contraparte invisível e espiritual da natureza é habitada por uma hoste de seres peculiares – aos quais ele deu o nome de elementais e que posteriormente foram chamados espíritos da natureza.

Mas, como mencionei acima, quero deixar registrado um texto que encontrei com várias recomendações de Paracelso, este texto é encontrado em vários sites com a título de“Assim falava Paracelso”…
Seguem as recomendações, que em minha opinião são bastante atuais e deveriam ser seguidas por todos os espiritualistas, Umbandistas ou não.

I – Se, por um espaço de alguns meses, observares rigorosamente as prescrições que se seguem, ver-se-á operar em tua vida uma MUTAÇÃO TÃO FAVORÁVEL, que nunca mais poderás esquecê-la. Mas, meu irmão, para que obtenhas o êxito desejado, é mister que adaptes tua vida à estrita observância destas regras. São simples e fáceis de seguir, mas é preciso observá-las com a máxima perseverança. Julgarás que a felicidade não vale um pouco de esforço? Se não és capaz de pores em prática estas regras, tão fáceis, terás o direito de te queixares do destino? Será tão difícil a tentativa de uma prova? São regras legadas pela antiga Sabedoria e há nelas mais transcendência do que simplicidade, como parece à primeira vista.

II – Antes de tudo, lembra-te de que não há nada melhor do que a saúde. Para isso deverás respirar, com a maior freqüência possível, profunda e ritmicamente, enchendo os pulmões ao ar livre ou defronte de uma janela aberta. Beber quotidianamente, a pequenos goles, dois litros de água pelo menos; comer muitas frutas; mastigar bem os alimentos; evitar o álcool, o fumo e os medicamentos, salvo em caso de moléstia grave. Banhar-se diariamente, é um hábito que deverás à tua própria dignidade.

III – Banir absolutamente de teu ânimo, por mais razões que tenhas, toda a idéia de pessimismo, vingança, ódio, tédio, ou tristeza. Fugir como da peste, ao trato com pessoas maldizentes, invejosas, indolentes, intrigantes, vaidosas ou vulgares e inferiores pela natural baixeza de entendimentos ou pelos assuntos sensualistas, que são a base de suas conversas ou reflexos dos seus hábitos. A observância desta regra é de importância DECISIVA; trata-se de transformar a contextura espiritual de tua alma. É o único meio de mudar o teu destino, uma vez que este depende dos teus atos e dos teus pensamentos: A fatalidade não existe.

IV – Faze todo bem ao teu alcance. Auxilia a todo o infeliz sempre que possas, mas sempre de ânimo forte. Sê enérgico e foge de todo o sentimentalismo.

V – Esquece todas as ofensas que te façam. Ainda mais, esforça-te por pensar o melhor possível do teu maior inimigo. Tua alma é um templo que não deve ser profanado pelo ódio.

VI – Recolhe-te, todos os dias, a um lugar onde ninguém te vá perturbar e possas, ao menos durante meia hora, comodamente sentado e de olhos cerrados, NÃO PENSAR EM COISA ALGUMA. Isso fortifica o cérebro e o espírito e por-te-á em contanto com as boas influências. Nesse estado de recolhimento e silêncio ocorrem-nos sempre idéias luminosas, que podem modificar toda a nossa existência. Com o tempo, todos os problemas que parecem insolúveis serão resolvidos, vitoriosamente por uma voz interior que te guiará nesses instantes de silêncio, a sós com a tua consciência. É o divino Daemon de que SÓCRATES falava. Todos os grandes espíritos deixaram-se conduzir pelos conselhos dessa voz íntima. Mas, não te falará assim de súbito; tens que te preparar por algum tempo, destruir as capas superpostas dos velhos hábitos, pensamentos e erros que envolvem o teu espírito, que embora divino e perfeito, não encontra os elementos que precisa para manifestar-se.

VII – A CARNE É FRACA. Deves guardar, em absoluto silêncio, todos os teus casos pessoais. Abster-se como se fizesses um juramento solene, de contar a qualquer pessoa, por mais íntima, tudo quanto penses, ouças, saibas, aprendas ou descubras. É UMA REGRA DE SUMA IMPORTÂNCIA.

VIII – Não temas a ninguém nem te inspire a menor preocupação o dia de amanhã. Mantém tua alma sempre forte e sempre pura e tudo correrá e sairá bem. Nunca te julgues sozinho ou desamparado; atrás de ti existem exércitos poderosos que tua mente não pode conceber. Se elevas o teu espírito, não há mal que te atinja. Só a um inimigo deves temer: A TI MESMO. O medo e a dúvida no futuro são a origem funesta de todos os insucessos: trazem influências maléficas e, estas, o inevitável desastre. Se observares essas criaturas que se dizem felizes, verás que agem instintivamente de acordo com estas regras. Muitas das que alegam que possuem grandes fortunas podem não ser pessoas de bem, mas possuem muitas das virtudes acima mencionadas. Demais, riqueza não quer dizer felicidade: pode se constituir em um dos melhores fatores, porque nos permite a prática de boas ações, mas a verdadeira felicidade só se alcança palmilhando outros caminhos, veredas por onde nunca transita o velho Satã da lenda, cujo nome verdadeiro é EGOÍSMO.

IX – Não te queixes de nada e de ninguém. Domina os teus sentidos, foge da modéstia como da vaidade; ambas são funestas e prejudiciais ao êxito. A modéstia tolherá tuas forças e a vaidade é tão nociva como se cometêsses um pecado mortal contra o ESPÍRITO SANTO. Muitas individualidades de real valor tombaram das altas culminâncias atingidas, em conseqüência da Vaidade; a ela deveram certamente a sua queda Júlio Cesar, aquele homem extraordinário que se chamou Napoleão e muitos outros. Oxalá, sigas sempre estas poucas regras para a tua FELICIDADE, para o teu BEM e a nossa ALEGRIA.

Abraços,

Saravá Umbanda!

São Vicente, 12/05/2013
Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde

Referências:

http://www.hermanubis.com.br/artigos/BR/ARBRAssimDiziaParacelso.htm

 

Obs.: As fotos do curso estão disponíveis em nosso site no link: Ver fotos

 



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