O leitor provavelmente nunca ouviu falar em Interlíngua, raramente encontro alguém que tenha ouvido falar sobre interlíngua, que tenha estudado ou conheça Interlíngua.

Interlíngua é uma língua auxiliar internacional, criada em 1950 e que tem um vocabulário formado de palavras de origem latina ou grega que pertençam  a pelo menos três dos  idiomas a seguir português, italiano, espanhol, francês, inglês, alemão, russo.

Suas regras gramaticais são bem simples e praticamente qualquer pessoa consegue ler um texto, mesmo sem nunca ter estudado Interlíngua, e aprende com muita facilidade.

Após um ano de estudo, o conhecimento da interlíngua irá facilitar o aprendizado de vários idiomas, como por exemplo: Italiano, Espanhol, Inglês, alemão etc…

Alguns países já oferecem o ensino da interlíngua, como segunda língua, no ensino fundamental para as crianças, desta forma facilitando o aprendizado de outras línguas no futuro.

Mas a pergunta que fica no ar é: o que a Interlíngua tem a ver com a Umbanda?

A resposta é simples – Nada!

Se não existe, aparentemente,  relação alguma entre interlíngua e umbanda, qual o motivo do Núcleo Mata Verde, abrir um curso de interlíngua em seu templo?

Interlíngua tem, na sua origem, uma proposta de ser uma língua internacional, que facilitaria a comunicação entre os países, é uma língua natural, ou seja, não é uma língua artificial como o Esperanto, mas também não é uma língua de determinado país,  ela é uma língua natural formada por palavras de origem latina e grega existentes em vários idiomas.

Podemos enumerar algumas consequências do uso da interlíngua.

Aproximar as nações.

Aproximar as pessoas.

Aproximar as culturas.

Estas são algumas propostas do uso da interlíngua e podemos afirmar que este espírito universalista, de união entre a humanidade é uma proposta filosófica da umbanda, uma religião formada por várias culturas e religiões, onde todos os espíritos teriam vez como afirmou seu criador o Caboclo das Sete Encruzilhadas.

A Umbanda é uma religião que respeita todas as religiões, é aberta a todos os espíritos, e em constante evolução.

Podemos dizer que este seria um dos pontos de contato entre a umbanda e a interlíngua, mas naturalmente que não é o único motivo para propormos um curso de interlíngua dentro de um terreiro de umbanda.

É Interessante lembrar uma conversa que tive há algum tempo com alguns dirigentes, sobre o uso que fazemos do espaço de uma casa de umbanda e a ociosidade da grande maioria dos terreiros de umbanda.

A grande maioria das Tendas, Terreiros, Núcleos se reúnem  uma, duas ou três vezes durante a semana e estas reuniões  duram somente algumas horas, ficando aquele espaço ocioso durante o resto da semana.

Pergunto se não seria interessante usarmos este espaço ocioso em alguma atividade, mesmo que não fosse religiosa, em benefício da comunidade?

As opções de uso são muitas.

Este assunto precisa ser mais debatido, divulgado e estimulado.

Acreditamos que devemos usar o espaço com ações positivas em prol da sociedade, pois existem terreiros espalhados por todos os lugares do Brasil, quanta coisa boa não poderíamos desenvolver  nos momentos de ociosidade e desta forma mostrarmos para a sociedade a verdadeira face da umbanda?

Seria com certeza um caminho seguro para diminuirmos a intolerância existente contra nossa religião.

Porque não podemos dentro de uma casa de umbanda desenvolver outras atividades em benefício da comunidade?

Alguns até podem concordar com a proposta do uso do espaço, mas desde que seja alguma atividade religiosa ou afrodescendente, limitando a ação de nossas casas.

Acho isso um grande erro; o umbandista é uma pessoa como outra qualquer  e deve estar inserido na sociedade.

Li recente sobre um terreiro que ofereceu aulas para vestibular, para alunos carentes da região, dentro do espaço do Terreiro e tiverem excelentes resultados.

Você pode ler a matéria clicando aqui.

Aproveitaram o tempo ocioso e fizerem uma atividade útil para a comunidade.

Concordamos plenamente com esta atitude, inclusive há muito tempo que realizamos palestras e cursos dentro do Núcleo Mata Verde.

Aproximar as pessoas  e a utilização do espaço ocioso, são dois itens importantes, que todos precisamos pensar e refletir.
Assim como o espiritismo fez, de certa forma, com o esperanto, porque não podemos fazer de forma semelhante com a Interlíngua?

Umbandistas vamos adotar esta  ideia?

Vamos estudar Interlíngua?

Entre em contato que poderemos fazer maiores esclarecimentos e inclusive fornecer o material para os cursos.

Saravá Umbanda!

São Vicente, 29/02/2020

Pai Manoel Lopes

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