Recentemente escrevemos um texto, onde criticávamos o caso de um menino de 9 anos que foi brutalmente assassinado e seus algozes se diziam umbandistas.
Foi um momento de muita indignação e revolta e naquele texto tivemos a oportunidade de explanarmos alguns conceitos ensinados pelo Caboclo Mata Verde sobre a natureza da umbanda e sua missão.
Sabemos que a umbanda e seus ensinamentos passam distantes destas praticas absurdas.
A umbanda em sua origem abriu as portas para todas as pessoas de boa índole, para todos aqueles que quisessem seguir os princípios que foram divulgados pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas.
Infelizmente neste processo de espiritualização da sociedade brasileira, muitas pessoas procuraram a umbanda somente com interesses materiais e muitos interesseiros vieram se abrigar nas sombras da umbanda sem trazerem em seus corações nenhum traço de espiritualidade cristã, e são estas pessoas endurecidas espiritualmente que em nossos dias acabam protagonizando absurdos em nome da umbanda.


Uma dessas aberrações da atualidade são os chamados Umbandombles, onde todos os excessos podem ser cometidos, pois não possuem limites doutrinários nem como Candomblé, nem como umbanda, sendo um território livre para todos os excessos, vaidades frutos de perturbações mentais e espirituais.
É só procurar a palavra marmoteiro no google e vocês ficarão estarrecidos com as imagens.

Pomba Gira

Pomba Gira

Uma questão muito importante, em nossa humilde opinião, para resgatarmos o nome da umbanda perante a sociedade é a necessidade premente dos umbandistas procurarem estudar e se desenvolverem intelectual e espiritualmente.
A Umbanda não pertence a nenhuma raça ou cultura, seus princípios são universais, e estão acima de limites de cor, raça, sexo etc…
A Umbanda tem que seguir seu próprio caminho…
Não é admissível, em pleno século XXI, pessoas acreditarem que ser umbandista é carregar uma garrafa de cachaça em uma das mãos e um charuto na outra, e que só a fé cega é suficiente para nosso desenvolvimento espiritual.


Acreditarem, que ser umbandista é ficar levando despachos nas encruzilhadas para as mais deploráveis finalidades.
Que ser umbandista é explorar a miséria humana e cobrar para fazer trabalhos de amarrações e de outros tipos.
É um absurdo acreditarem que oferecendo sacrifícios de animais, sangue ou outros elementos para exus, pomba giras e demais “espíritos” estaremos conseguindo o que almejamos em nossa vida material.
Estamos cansados de ver fotos e assistir vídeos terríveis na Internet, onde se defende que estas praticas ultrapassadas e absurdas fazem parte da umbanda.

O que propomos e estimulamos é que os umbandistas, independente da orientação que estejam seguindo, procurem as respostas, se desenvolvam, se libertem das amarras dos preconceitos, não sejam somente joguetes nas mãos de pessoas ignorantes ou mal intencionadas.
A Umbanda em hipótese alguma deve ser utilizada para subjugar, para impor medos, restrições, preconceitos ou submissões.
Segue abaixo pequenas afirmações ensinadas pelo Caboclo Mata Verde, e que incluímos naquele texto referenciado acima.
São ensinamentos do Caboclo Mata Verde, que foram absorvidos por nós e ensinados no Núcleo Mata Verde.
A Umbanda é a luz que liberta da escravidão espiritual imposta pelas grandes religiões dogmáticas, a umbanda abre novos horizontes, liberta as almas que se encontram presas em preconceitos e dogmas milenares.”
“A Umbanda, através da simplicidade, humildade e caridade, traz o conhecimento espiritual necessário para equilibrar a nossa sociedade materialista, totalmente desorientada dos princípios e das verdades espirituais.”
“O grande livro, seguido pela umbanda, é o livro da natureza, o livro da vida e dos bons exemplos.”
Entendemos a umbanda não somente como uma religião, como as diversas existentes na atualidade, que brigam entre si para disputarem seus adeptos, para dominarem as consciências e cobrarem dízimos.

“A Umbanda não necessita de templos formosos, nem de catedrais monumentais, seu maior templo foi construído pelo criador, é a própria natureza.”
Caboclo Mata Verde ensina, e nós aceitamos que a umbanda é muito mais do que uma religião.
“Caboclo Mata Verde ensina que os espíritos não precisam e nem possuem religião, são os humanos ignorantes do conhecimento espiritual que ainda necessitam.”
“A Umbanda é uma verdadeira escola espiritual, onde todos os assuntos devem ser abordados, estudados, compreendidos e aplicados no dia a dia.”
“Umbanda é mais que uma religião, umbanda é arte, é filosofia, é ciência é o conhecimento universal.”
No Núcleo Mata Verde, seguindo as orientações do Caboclo Mata Verde, entendemos que um Terreiro de umbanda é uma verdadeira escola iniciática; onde amigos espirituais, mestres espirituais nos auxiliam na busca deste conhecimento maior.
Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Exus são nossos amigos, mas são amigos especiais, são verdadeiros mestres que veem em nosso auxilio, para em conjunto com os umbandistas iniciados nesta sabedoria universal, auxiliarem a todos aqueles necessitados, e que ainda materializados, buscam ajuda em nossas casas espirituais.
Entendemos que as casas espirituais de umbanda são verdadeiros templos iniciáticos da atualidade.

 

Saravá Umbanda!

São Vicente, 09/12/2012

 

Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde

Obs.: ESTE TEXTO PODE SER REPRODUZIDO, DESDE QUE SEJA NA ÍNTEGRA E QUE SEJA CITADA SUA ORIGEM

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Obs(2):As fotos deste post foram encontradas na internet.

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  Recentemente escrevemos um texto, onde criticávamos o caso de um menino de 9 anos que foi brutalmente assassinado e seus algozes se diziam umbandistas. Foi um momento de muita indignação e revolta e naquele texto tivemos a oportunidade de explanarmos alguns conceitos ensinados pelo Caboclo Mata Verde sobre a natureza...