Almas Grupo

No último texto apresentamos alguns conceitos sobre a evolução espiritual, à partir de uma visão umbandista.

Entre os conceitos apresentados citamos as Almas Grupo, que seria um estágio da evolução da mônada espiritual através dos sete reinos sagrados.

Encontramos um texto do espírita Dr. Jorge Andréa comentando exatamente sobre esta teoria das almas grupo.

Normalmente evitamos reproduzir textos de outras fontes neste blog, mas como o artigo está muito bem elaborado e apresenta muitos conceitos que se aproximam dos nossos, iremos apresentar abaixo o texto na íntegra.

Vamos ao texto:

 

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O princípio inteligente no início do seu processo evolutivo, sem a conscientização de seus propósitos, que viria muito depois, quando alcançasse a fase hominal, seria conduzido por um “princípio orientador”, um princípio inteligente grupal que atuaria na matéria permitindo um processo evolutivo através das sucessivas reencarnações; a esse princípio denominamos alma-grupo.

A organização mineral, com todos seus sistemas, seria, portanto, a conseqüência de um “poder” na intimidade de suas unidades atômicas, na força de coesão e atração. Cada sistema de organização mineral seria impulsionado pelo seu próprio princípio específico, pertencente a um grupo, princípio inteligente grupo da espécie ou alma-grupo.

O princípio inteligente (alma-grupo) responsável pelas diretrizes da estrutura mineral depois de milênios de experiência passaria para a fase vegetal onde ganharia os novos potenciais da “sensibilidade”.

Se nos minerais, os atributos são as forças de coesão e atração das moléculas, nos vegetais temos o impulso mais categorizado que é a sensibilidade dos vegetais (não é aquela sensibilidade que nós entendemos junto das nossas posições cerebrais, nervosas, mas sim face às forças da natureza) como o heliotropismo (ligado ao Sol), como o Ph, as posições ácidas e alcalinas da própria terra, nutrindo os vegetais. Dessa forma o espírito vai avançando para depois de bastante trabalho e experiências nesse reino, alcançar o reino animal. Porque é nas experiências que o espírito adquire a posição espiritual definitiva.

A alma-grupo vegetal, com as aquisições no cenário orgânico de seu novo mundo, ir-se-ia tornando cada vez mais complexa, dentro de seu próprio ângulo, a ponto de possuir possibilidades de dirigir a vida vegetal com a mecânica metabólica de que se acha investida. Esses fatores de “sensibilidade vegetal” já foram detectados e mesmo registrados por eletrodos especiais assestados nas folhas de algumas plantas. E o mais interessante é que o registro se fez de tal forma eficiente e positivo, de modo a traduzir estados diversos que oscilavam da alegria ao medo e mesmo ao pavor, quando mentes humanas se aproximavam das plantas com variadas idéias de amor, ódio ou violência. Quando os registros foram feitos, gritaram os pesquisadores dizendo que as plantas possuem sensibilidade. Claro está que é uma sensibilidade sem o cortejo mais enriquecido que caracteriza o reino animal. O registro realizado nas plantas, com delicados eletrodos seria o resultado da influência da alma-grupo envolvente de toda a organização vegetal pelas suas irradiações.

A alma-grupo vegetal, mais vivida e experiente, despontará, no animal, buscando novas afirmações no instinto.

Como os minerais e os vegetais estariam nas dependências de um condutor e orientador, os animais possuiriam o princípio inteligente mais avançado e evoluído, como uma alma-grupo de seu reino. Existiriam inúmeras colônias vibratórias correspondendo às necessidades das espécies animais. Portanto o princípio inteligente animal responsável pelas orientações vitais pertenceria a determinada alma-grupo da espécie, de acordo com a posição evolutiva em que se encontra a espécie animal.

Do mineral ao animal, a alma-grupo sedimentaria aptidões, num processo que vai buscando os fatores de um psiquismo cada vez mais consciente. Nas espécies mais simples – os vírus, insetos, peixes – a energética-espiritual estaria muito presa aos seus afins; alma-grupo-da-espécie influenciando todo um conjunto de seres, um único campo vibratório controlando a espécie a que se destina.

À medida que as espécies vão perdendo o contato de colônia, próprio das formas mais simples, vão adquirindo relativa individualidade, “pequeno Eu”, mas que ainda não podem viver completamente fora dessa colônia que lhe deu origem e de onde se nutrem.

Num determinado momento, quando a maturação atinge um grau bem maior, tornando-se independentes, esta fase desponta nas espécies animais que tenham possibilidades do nascimento de novos aspectos psicológicos, isto é, dos primeiros vagidos emocionais e cujo mecanismo sexual se apresenta com outras tonalidades. Com certa lógica podemos incluir esta assertiva nos animais em que se evidenciam, na massa nervosa encefálica, as primeiras células da futura glândula pineal e que, por seus aspectos iniciais, são conhecidos e denominados de olho pineal. Isto acontece nos lacertídeos, certa variedade de répteis. A partir desses animais a alma-grupo, praticamente vai desaparecendo e dá margem ao nascimento das Individualidades. O “espírito-animal” já desligado da alma-grupo pela aquisição de seu Eu, após afastamento do corpo pela desencarnação, ainda não apresenta condições mentais para sustentar-se no lado espiritual como Individualidade, ou seja, ainda não possui condições de independência devido a insuficiência de campos emotivos específicos. Isto o impulsionará, por sintonia, para o lado da espécie a que pertence, a fim de aguardar a oportunidade de nova encarnação.

No dizer de André Luiz: “em razão disso, dilata-se efetuada a histólise dos tecidos celulares, processo destrutivo na desencarnação, nos sucessos recônditos da morte física e com exceção de raras espécies se demoram por tempo curto no mundo espiritual. Quando não são aproveitados na Espiritualidade, em serviço ao qual se filiam durante certa cota de tempo, caem, quase sempre de imediato à morte do corpo carnal, em pesada letargia, semelhante a hibernação, acabando automaticamente atraídos para o campo genésico das famílias a que se ajustam, retomando o organismo com que se confiarão a nova etapa de experiência.”

E, dos lacertídeos (répteis) ao homem, milhões de milhões de experiências se darão até que o Espírito tenha condições, por aquisições, de expressar-se como Eu que começou a libertar-se da alma-grupo daquela fase animal.

fonte: http://www.nossolar.org.br/n_tema64.php